O esquema de fraude na licitação para o aluguel de 191 viaturas para a Polícia Militar começou no início do ano passado. O contrato inicial de R$ 25.819.977,00 já superfaturado foi ainda aditivado em mais R$ 6.454.994,25, perfazendo o total de R$ 32.274.971,25. A empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda ofereceu proposta acima do valor referencial (R$ 23 milhões), partindo de R$ 25 milhões. Uma segunda empresa, saiu do páreo antes de findar o processo. Essa empresa será também investigada. Mas informações iniciais da Secretaria de Segurança Pública dão conta de que é uma empresa lícita. Uma terceira empresa, essa seria laranja, desistiu no momento da licitação pública, restando apenas a Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda. Logo depois de vencer a licitação, a empresa acresceu o valor em 25%, e ainda assim foi acatado pelo comando da PM da época, mas o valor estratosférico chamou a atenção da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que emitiu parecer contrário. Para burlar a fiscalização da PGE, pessoas ligadas à empresa Júlio Simões adulteraram o parecer, que acabou por ser favorável à empresa. Acusada de corrupção ativa, a Empresa Júlio Simões foi criada em 1956 em Mogi das Cruzes, interior paulista. É a maior empresa de transporte do país, tendo 80 filiais espalhadas em vários estados do Brasil. Com um faturamento anual de R$ 1 bilhão, ao grupo Júlio Simões atua em transporte de cargas, de passageiros, coleta de lixo, seguros e comercialização de automóveis.