Prefeitura de Biguaçu ainda pretende cobrar taxa de compensação ambiental de municípios catarinenses que usam o aterro da Proactiva

O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP), voltou a falar que pretende cobrar uma taxa de R$ 20 por tonelada de lixo destinada no aterro sanitário empresa Proactiva, que atende 22 municípios catarinenses. Deschamps afirmou que seriam arrecadados R$ 6 milhões por ano, dinheiro usado para pagar parte da construção de hospital regional com 127 leitos e projetos ambientais. O comentário ocorreu no gabinete da prefeitura de Florianópolis, durante uma reunião entre o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Valter Galina, e prefeitos da região. A proposta será analisada pelas cidades que enviam o lixo para Biguaçu. O secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis disse que o prefeito de Biguaçu tem a faca e o queijo na mão pois entende que se a medida for aprovada seria uma compensação aos transtornos causados pelo tratamento de 300 mil toneladas de lixo por ano. Ele defendeu a cobrança afirmando que a taxa reverteria em benefícios para toda a população dos municípios vizinhos. O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), considerou legítima a reivindicação, mas afirmou que o surgimento de um novo gasto preocupa a administração.

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