PF identifica 17 pontos de entradas de armas ilegais no Brasil

Um levantamento da Polícia Federal identificou pelo menos 17 cidades de fronteira usadas como ponto de entrada de armas ilegais no Brasil. Entre as cidades usadas pelos traficantes de armas, seis estão na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, Bela Vista, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo. O Rio Grande do Sul figura como ponto de entrada de armas, por meio da fronteira argentina, pela cidade de Uruguaiana, e da fronteira uruguaia, pelas cidades de Quaraí e Santana do Livramento. Armas vindas do Paraguai também entram em território brasileiro por duas cidades paranaenses: Foz do Iguaçu e Guaíra. Na Amazônia, a cidade de Tabatinga, na fronteira com a Colômbia, é outro ponto usado por traficantes de armas. Já as armas vindas da Bolívia entram por pelo menos cinco cidades em quatro estados: Corumbá, em Mato Grosso do Sul, Cáceres, no Mato Grosso, Guajará-Mirim, em Rondônia e Brasiléia e Plácido de Castro, no Acre. O principal desafio enfrentado pela Polícia Federal é a grande extensão da fronteira terrestre brasileira, com mais 16.800 quilômetros. Diante da impossibilidade de vigiar toda a faixa de fronteira, a Polícia Federal vem investindo no trabalho de inteligência e em ações conjuntas com os países vizinhos, para evitar a entrada dessas armas no Brasil. Além das 17 cidades de fronteira, o levantamento da Polícia Federal identificou os portos de Santos, em São Paulo, de Sepetiba, no Rio de Janeiro, e de Paranaguá, no Paraná, como pontos vulneráveis para a entrada de armas. Apesar de não constar especificamente nesse levantamento, o Lago de Itaipu, localizado entre as cidades de Foz do Iguaçu e Guaíra, no Paraná, vem sendo usado cada vez mais como rota por traficantes e contrabandistas, segundo informações da própria Polícia Federal.

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