A primeira-dama francesa, Carla Bruni, negou ontem, domingo, em entrevista a emissora de televisão estatal italiana RAI que tenha tido qualquer participação na decisão do governo brasileiro de conceder refúgio político ao ex-militante Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro homicídios. “Não tive nenhum papel, absolutamente não, e estou muito surpresa com o modo como este boato cresceu. Jamais defendi Battisti e estou contente de poder responder a esta pergunta e poder dizer isso também aos familiares das vítimas”, disse a esposa do presidente francês Nicolas Sarkozy. Questionada sobre como pode ter sido difundido o boato de que ela, de algum modo, havia tido um papel no episódio, Bruni respondeu: “talvez venha da viagem feita ao Brasil”. O casal presidencial francês realizou uma viagem no último mês de dezembro ao país, quando se reuniu no Rio de Janeiro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O boato de que a primeira-dama francesa havia influenciado a decisão do governo brasileiro foi ventilada à imprensa pelo próprio advogado de Battisti, Eric Turcon, e pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera”, Suplicy chegou a afirmar que Sarkozy e Carla Bruni conversaram em particular com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo sua intervenção no caso. (mais…)
Os executivos da Companhia de Eletricidade do Acre – Eletroacre se reuniram com os representantes dos órgãos ambientais em busca de soluções para desastre ambiental ocorrido na semana passada no rio Purus. O encontro a portas fechadas aconteceu no Instituto de Meio Ambiente do Acre – IMAC, segundo uma fonte que testemunhou a visita repentina do primeiro escalão da estatal. Afinal, a Comissão Estadual de Gestão de Risco entregou o relatório sobre desastre ambiental, para que as autoridades competentes possam tomar as providências cabíveis. O documento oficial revela que acidente aconteceu no dia 16 de janeiro por volta de 11h30, entre a aldeia Nazaré e a colônia Santa Helena Nova, situada a pouco mais de uma hora de barco para a cidade de Santa Rosa do Purus. (mais…)
A Usina Nuclear Angra 1 ficará desligada por quatro meses, para manutenção e reabastecimento. Segundo a Eletronuclear, estatal que controla a usina, o desligamento será feito, principalmente para troca dos geradores de vapor, usados na produção de energia. A compra e a instalação dos novos equipamentos custará R$ 724 milhões. A termonuclear fornece cerca de 10% da energia usada no estado do Rio de Janeiro. Com a paralisação, a demanda deve ser coberta por hidrelétricas, por exemplo. De acordo com o superintende de Angra 1, a troca dos equipamentos é preparada há 10 anos e foi combinada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável pelo abastecimento de energia no país. Para troca dos equipamentos, foram contratados prestadores de serviços de firmas nacionais e estrangeiras. Durante os trabalhos, até duas mil pessoas poderão ser empregadas pela usina. No planejamento, também está previsto ao armazenamento dos antigos geradores, que vão ficar em um depósito seguro, na cidade de Angra dos Reis, sul fluminense.
O presidente do Ibama, Roberto Messias, anunciou que o Ibama e a Polícia Federal intensificarão este ano o trabalho conjunto na repressão a crimes ambientais, em especial contra o desmatamento na Amazônia. Numa conversa, Messias e o chefe da Divisão de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico da Polícia Federal, o delegado federal Álvaro Palharini, acertaram os próximos passos. Messias antecipou que o Ibama irá ampliar o número e o alcance das suas operações na Amazônia para atingir a meta de reduzir a taxa de desmatamento, medida em quilômetros quadrados, a quatro dígitos. É o primeiro passo para reduzir em 70% o desmatamento na Amazônia até 2017, compromisso assumido pelo Brasil e anunciado pelo ministro Minc durante a 14ª Conferência das Partes (COP) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, em Poznam (Polônia).
A empresa portuguesa Ecoprogresso firmou uma parceria com a consultora brasileira Brascarbon para a criação de projetos de captação de biogás em fazendas de criação de suínos no Brasil. Segundo um comunicado, a parceria com a Brascarbon tem como objetivo a execução de projetos que consistem na redução de emissões, a partir da captação de biogás resultante do tratamento dos dejetos de suinoculturas nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A primeira fase, que já está em curso, envolve um investimento de 3 milhões de euros do Luso Carbon Fund, parceiro da Ecoprogresso, e contempla a execução de projetos de captação de biogás em cerca de 80 fazendas. A segunda fase prevê um investimento de até 8 milhões de euros, sendo que, no total, se espera que os projetos reduziam anualmente cerca de 850 mil toneladas de gases do efeito estufa. Criada em 2002, a Ecoprogresso foi escolhida pelos promotores do Luso Carbon Fund (Banco Espírito Santo, Banif Investment Banking e Fomentinvest) para consultora de investimentos do fundo, em resultado da sua experiência de negociação internacional em apoio ao governo português em relação ao protocolo de Kyoto, tanto nas Nações Unidas como na UE. A Ecoprogresso iniciou o seu processo de internacionalização, tendo-se estabelecido no início de 2007 em São Paulo e em Pequim, na China, em maio de 2008.