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Jurerê Internacional não aprende a lição com a experiência do caos do lixo de Réveillon

Texto publicado em janeiro de 2007 no portal Máfia do Lixo

Texto publicado em janeiro de 2007 no portal Máfia do Lixo

Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina, não aprendeu a lição do caos do lixo do Réveillon de 2007. O administrador Enio Noronha Raffin fez uma matéria sobre o dia seguinte da comemoração da passagem do ano de 2006/2007 em Jurerê Internacional. O texto tinha por título “Jurerê Internacional descuida com o lixo do Réveillon 2007”. Dizia a matéria o seguinte: “São apenas alguns poucos restaurantes existentes em Jurerê Internacional. Junto à praia, pelos acessos maiores com possibilidade de estacionamento para veículos, há esses restaurantes [beach clubs] em Jurerê Internacional, os quais possuem uma pequena estrutura para atender a área gastronômica. A Prefeitura de Florianópolis (SC) decidiu conceder a esses restaurantes a viabilidade de realizar eventos para comemorar o Réveillon. Na manhã do dia 1o. de janeiro de 2007, quando os frequentadores de Jurerê Internacional foram se deliciar junto ao mar, lá pelas 11h30 (já tinham terminadas as festas) o que se viu é caso de desleixo e falta de consideração com os moradores e turistas que estavam na praia. Lixo por todos os cantos dos acessos a beira mar. Cheiro de lixo insuportável nos acessos a praia de Jurerê. Garrafas quebradas pela areia junto aos bares. “Camisinhas” rolavam com o vento. E mais ainda, montaram no acesso de madeira que leva ao mar, um incontável número de banheiros químicos, modelo “xixi room”, que lá permaneceram exalando o odor por toda a praia, durante o dia. As fotos mostram até papel higiênico rolando ao vento. Um descaso com todos que lá freqüentam. Que o próximo Réveillon, o lixo seja tratado como uma prioridade.”

Lixo do Réveillon de 2007 em Jurerê Internacional

Lixo do Réveillon de 2007 em Jurerê Internacional

Parece que a limpeza urbana de Jurerê Internacional não foi tratada como uma prioridade. Os responsáveis pela locação dos espaços dos “beach clubs”, e os próprios empresários desses estabelecimentos, não apreenderam a lição do lixo do Réveillon de 2007. Basta ler nos veículos de comunicação, em especial no blog da jornalista Juliana Wosgraus, no Diário Catarinense, que publica uma foto do lixo do Réveillon de 2009. Juliana publica o comentário da leitora Consuelo Rodrigues, especialista em gestão ambiental, mostrando o lixo do Réveillon de 2009 na praia de Jurerê Internacional. Por lá não se viu a “Bandeira Azul”. E com certeza, se depender do lixo do Réveillon, a praia de Jurerê Internacional não irá hastear a Bandeira Azul. O grupo Habitasul vem a ser o maior interessado no tema. Conforme publicado no blog da jornalista Juliana, no DC, a ambientalista Consuelo comentou o seguinte: “no dia 01/01/2009, fui fazer minha caminhada e indignada com a situação fotografei nosso caos ambiental. Todos já estão cansados de saber e ler as consequências do lixo deixado na praia, inclusive agora a depreciação do valor agregado de nossos patrimônios. Algumas pessoas mais conscientes e indignadas também recolhiam o que podiam e destinavam nas lixeiras adequadas. Pais de famílias tiravam do mar garrafas quebradas propositalmente e submersas na água, representando um perigo para qualquer pessoa, turista ou morador.” Mais adiante em seu texto Consuelo se referiu assim: “no dia 03/01, a Comcap [empresa de lixo da prefeitura] ainda não havia recolhido os sacos da varrição da areia… o lixo já fedia a espumante azedo… As lixeiras de uso comum nas passarelas do bairro sequer tinham seus sacos removidos.”

Consuelo Rodrigues fotografou o lixo do Réveillon de 2008 na praia de Jurerê Internacional em Florianópolis.

Consuelo Rodrigues fotografou o lixo do Réveillon de 2009 na praia de Jurerê Internacional em Florianópolis.

O leitor do portal Máfia do Lixo pode ler na Revista Folha de Jurerê, de fevereiro de 2007, na internet no endereço http://www.ajin.org.br/textos/folha_36.pdf  o texto sobre o lixo do Réveillon de 2007 e ver as fotos, elas dizem tudo. O lixo oriundo do Réveillon de Jurerê já é um caso internacional. Parece que não aprenderam nada com a experiência anterior.

  1. BISONHICES says:

    CAROS AMIGOS DE JURERE, E DA NATUREZA BELA DE SANTA CATARINA.

    SOU MORADOR DE PRIMAVERA DO LESTE, MATO GROSSO, E ESCOLHI JURERE COMO MEU PONTO DE VERANEIO, POR DIVERSAS FACILIDADES: PRIMEIRO POR QUE MINHA FAMILIA É DO RIO GRANDE DO SUL E NO FINAL DE ANO COSTUMO PASSAR POR NO INICIO DAS FERIAS E FLORIPA FICA NO MEIO DO CAMINHO, FACILITANDO MEU ROTEIRO; SEGUNDO POR QUE JURERE, COMO PRIMAVERA DO LESTE, MINHA CIDADE DE CORAÇÃO, TEM SUA ORIGEM EM UM EMPREENDIMENTO PLANEJADO E ORIENTADO PARA A QUALIDADE DE VIDA, SÃO LOCAIS QUE TEM TODA INFRAESTRUTURA, BELEZA, ALTO PADRÃO DE VIDA, BELAS E MODERNAS CONSTRUÇÕES, OTIMOS SERVIÇOS , ETC ETC ETC; E FINALMENTE TERCEIRO POR TER AS MELHORES FESTAS E SHOWS DO VERÃO BRASILEIRO, COM TODO O CONFORTO E FACILIDADES DE SE ESTAR EM UMA CAPITAL.

    APESAR DISTO, NESTE ULTINO ANO, ME DECEPCIONEI MUITO COM A BAGUNÇA QUE ESTAVA INSTALADA EM TODA PRAIA. JURERE PARECIA MAIS UM ENCONTRO INTERNACIONAL DE FAROFEIROS (NADA CONTRA), MAS CONVENHAMOS, QUEM VAI ATE JURERE E PAGA 2 OU 3 MIL DE DIARIA NUMA CASA, QUER SOSSEGO, LIMPESA E DESCANSO. QUER BANDALHEIRA, VAI PRA OUTRO LUGAR.

    NÃO TINHA CONDIÇÃO DE ANDAR NA PRAIA NA MADRUGADA, CASAIS PRATICANDO SEXO AOS OLHOS DE TODOS, GARRAFAS, LATAS , COPOS, RESTOS DE FOGOS, DE OFERENDAS, DE COMIDA, PARECIA UM LIXÃO, AQUELAS BARRACAS RIDICULAS QUE MONTARAM PARA VENDER BEBIDAS, QUE INTERROMPIAM O TRANSITO DE PESSOAS PELA AREIA E OBRIGAVA A TODOS ENTRAR NO MAR (IMUNDO ÁQUELA ALTURA).
    NO PASSEIO ENTRA A PRAIA E AS MANSOES, DROGAS, SURUBAS, HOMOSEXUAIS PRATICANDO SEXO, VOMITO E URINOL , TRANSFROMARAM UM LOCAL EXTREMAMENTE AGRADAVEL E BUCOLICO EM UMA VISÃO DO INFERNO.
    SEM FALAR NOS ACESSOS Á PRAIA TOMADOS PELOS BEBUNS, ENTRE OUTROS QUE IMPEDIAM A CIRCULAÇÃO DAS PESSOAS SEM SEREM IMPORTUNADOS.
    NA AVENIDA, ONDE DEVERIA HAVER A MINIMA SEGURANÇA E ORDEM, TINHA A GALERA QUE VEM FAZER A FESTA DO CAMELO, TRAZEM A BEBIDA NUM ISOPOR , CADEIRAS DE PRAIA, SOM NO ULTIMO VOLUME, DANÇA DO CREU NA VELOCIDADE 5 , BOQUINHA DA GARRAFA E MUITA PUTARIA E BEBEDEIRA, TORNANDO IMPOSSIVEL CIRCULAR A PÉ, MUITO MENOS DE AUTOMOVEL.

    ENFIM, NÃO SOU MORADOR, MAS UM FÂ INCONDICIONAL DE JURERE, E NÃO CONSIGO ACREDITAR QUE A PRAIA SERÁ NOVAMENTE JOGADA NAS MÃOS DOS BADERNEIROS E DOS ESPERTALHÕES QUE APENAS LEMBRAM DAI NO REVEILLON,SÓ POR QUE DÃO $$$$$$, E MUITO VIU.

    JURERE MERECE TER AS MELHORES FESTAS DE REVEILON, OS ÓTIMOS BEACH CLUBS, OS TURISTAS QUE GERAM MUITA RENDA , ENFIM, MAS PRECISA SE LEMBRAR DE UMA COISA, A ESMAGADORA MAIORIA QUER JURERE PARA SEU DESCANSO, PARA PODER SE RESTAURAR DE UM ANO INTEIRO DE TRABALHO LONGE DO MAR, LONGE DO SOL E DA PRAIA, COMO É O MEU CASO, E NÃO ADMITEM CHEGAR AI E VEREM-NA TOMADA POR ESTA HORDA DE MAL-EDUCADOS E APROVEITADORES.

    QUEREMOS JURERE SEGURA, LIMPA E TRANQUILA. É MELHOR PARA O NEGÓCIO DOS DONOS DOS BEACH CLUBS, PARA OS DONOS DOS IMOVEIS, IMOBILIARIAS, COMERCIANTES, PREFEITURA, SUPERMERCADOS, ETC ETC

    SE CONTINUAR ASSIM, JURERE SE TORNARA SOMENTE MAIS UMA PRAIA CHEIA DE MANSOES ONDE OS PLAYBOYS E ENDINHEIRADOS VÃO “FESTAR”.

    MAS E OS MORADORES??

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