Itália pede ao presidente do Supremo para ser ouvida sobre refúgio do terrorista Cesare Battisti

O embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise, disse nesta terça-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que o governo italiano quer ser ouvido sobre o caso do terrorista Cesare Battisti, ex-dirigente do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), que recebeu na semana passada o status de refugiado político no Brasil. O diplomata afirmou ainda que os italianos insistirão na extradição do terrorista Battisti. Gilmar Mendes e Michele Valensise conversaram por cerca de uma hora no gabinete do presidente do Supremo. Para os italianos, o governo brasileiro deve reverter a decisão de conceder refúgio político ao terrorista Cesare Battisti. Desde 2007, Battisti está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O Supremo deve julgar o pedido de revogação da prisão preventiva do terrorista italiano. Com a concessão do status de refugiado político, Battisti poderá ficar em liberdade, trabalhar e morar no Brasil. Porém, o julgamento na Suprema Corte só ocorrerá depois de o Ministério Público Federal concluir o parecer sobre o assunto. Michele Valensise se fez acompanhar do advogado brasileiro Nabor Bulhões, contratado pelo governo italiano. O terrorista Cesare Battisti foi condenado por ter cometido quatro homicídios entre 1978 e 1979, quando era dirigente do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Ele foi condenado à prisão perpétua na Itália. Em 18 de março de 2007, sete anos depois de ter chegado ao Brasil, foi preso pela Polícia Federal.

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