O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) acelerou para 0,23% na segunda quadrissemana de janeiro. A taxa é 0,05 ponto percentual maior em relação à inflação de 0,18% registrada na medição anterior. O resultado está um ponto percentual abaixo das expectativas da Concórdia Corretora de Valores, que projetava variação positiva de 0,24% para o levantamento atual. O destaque ficou para Educação, que colaborou para a aceleração do IPC ao marcar inflação de 2,58%, o maior patamar desde fevereiro de 2008, quando teve variação positiva de 2,63%. O grupo liderou a alta da atual prévia após registrar avanço de 1,53 ponto percentual em relação à inflação de 1,05% observada na última medição. Outras duas classes de despesas também registraram aceleração nos preços. Na comparação entre a primeira quadrissemana de janeiro e o levantamento atual, os custos de Despesas Pessoais aumentaram de 0,79% para 0,80%, enquanto os de Saúde avançaram de 0,06% para 0,09%. Entre os grupos que registraram desaceleração nos preços, Vestuário recuou de 0,88% para 0,11%, enquanto Habitação diminuiu de 0,29% para 0,25%. No patamar negativo, destaque para Alimentação. A classe de despesa registrou deflação de 0,23% na medição atual, ante variação negativa de 0,52% vista uma semana antes. Já Transportes teve deflação de 0,08%, contra inflação de 0,12% registrada na prévia anterior. Este é o primeiro resultado negativo do grupo desde setembro de 2007. O IPC mede a variação dos preços de produtos e serviços usualmente consumidos no município de São Paulo por famílias com renda mensal até 20 salários mínimos.