Depois do acidente do avião da US Airways, que acabou pousando no rio Hudson, em Nova York, a Infraero divulgou nota informando que possui um programa denominado “Gestão do Perigo da Fauna Aeroportuária”, que consiste na implementação de um plano de gestão em cada um dos 67 aeroportos que administra para evitar a presença de pássaros nos locais. Cada plano, segundo a estatal, se inicia com a identificação das espécies de aves existentes na região, análise de risco para identificar quais as espécies que representam maior perigo para a atividade aérea e na eliminação de focos de atração de aves, tornando o sítio aeroportuário o menos atrativo possível às espécies. Em 2008, foram registradas 219 ocorrências de colisões entre aeronaves e pássaros no espaço aéreo circunvizinho aos aeroportos da rede Infraero. Os aeroportos realizam rotineiramente ações internas para identificar e capturar animais na área de movimento, segundo a estatal. “O aeroportos, no entanto, sofrem forte influência dos seus entornos. Apesar de existirem legislações regulatórias, nas áreas circunvizinhas é grande a ocorrência de focos de atração de aves, como lixões, matadouros, fábricas de alimentos etc”, diz a nota. “Além disso, há o crescimento desordenado devido às invasões, aos desmatamentos, às monoculturas, às utilizações de herbicidas e inseticidas em plantações, fatores que forçam as aves a buscarem áreas preservadas, como os sítios aeroportuários.” Ainda segundo a Infraero, quanto a esses problemas, a estatal “realiza ações em conjunto com Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), Comandos Aéreos regionais, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), órgãos ambientais estaduais e municipais, universidades, comunidade aeroportuária, associação de moradores e escolas”. A Infraero informou que, no ano passado, contratou mais sete biólogos para desenvolverem essas ações na sua rede de aeroportos. Com todo esse cuidado, ainda não se consegue esclarecer, porque foi concedida autorização para empresa privada instalar um aterro sanitário [Sabará] nas imediações do aeroporto de Pampulha em Belo Horizonte, Minas Gerais.