Construção do novo aterro sanitário de Curitiba e mais 15 municípios continua gerando polêmica

A polêmica para decidir onde será implantado o novo aterro sanitário que receberá os dejetos domiciliares de Curitiba e mais 15 municípios da região metropolitana continua. Mesmo após as audiências públicas realizadas em Fazenda Rio Grande, Mandirituba e Curitiba – cidades que concorrem para receber o novo aterro – para o Ministério Público do Trabalho (MPT), ainda existem pontos que não estão totalmente claros, principalmente no que tange à questão dos catadores de papel, que recolhem material reciclado para sobreviver. Para a procuradora Margareth Matos de Carvalho, o projeto só vai beneficiar a empresa que vencer a licitação para instalação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar). “Continuo criticando esse projeto. Os catadores de papel estão sendo induzidos a acreditar que esse novo sistema para coleta e tratamento do lixo, que não difere em nada do que é feito hoje, vai ajudá-los. Só que com esse modelo que querem implantar, há um acordo de que 30% de todo o material que chegar ao novo aterro deverá ser reciclável. Isso vai prejudicar diretamente essas pessoas que dependem do lixo reutilizável”, explica. Margareth diz também que o Estudo de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) teriam que contemplar questões ambientais, econômicas e sociais. “O lado social dessa história não foi tratado e também não temos nenhuma garantia de que esse sistema a ser implantado será bom”, diz. O secretário municipal do Meio Ambiente de Curitiba, José Antonio Andreguetto, rebate os questionamentos da procuradora. De acordo com o secretário, há muitas diferenças entre o Sipar e o aterro sanitário da Caximba. “Com esse novo método, o lixo entra, passa por um processo de separação e é transformado em um produto. O que ocorre hoje é apenas empilhamento ou o enterro do lixo”, diz. Andreguetto revela ainda que não existe nada no contrato que obrigue a entregar 30% do lixo reciclável. “Não existe nada disso. O novo aterro vai receber o mesmo volume de dejeto domiciliar que é jogado na Caximba, que gira em torno de 2,4 mil toneladas por dia. Os catadores de papel não serão prejudicados”, garante. O governo do Estado vai destinar todo material reciclável gerado pelos órgãos públicos estaduais, autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de economia mista às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

5 Responsesto “Construção do novo aterro sanitário de Curitiba e mais 15 municípios continua gerando polêmica”

  1. Infelizmente ainda impera as obsoletas idéias de aterro sanitário (que poderiam ser chamados de “enterros” sanitários, pois o aterro nada mais é do que um lixão melhorado e idéia de formar apenas cooperativas de catadores.
    Ninguém pensa de fato na responsabilidade sócio-ambiental de eliminar os aterros e lixões, gerando usinas de reciclagem 100% e dar emprego de fato aos chamdos “carrinheiros”, que sobrevivem às custas de passar o dia inteiro puxando um carrinho pesado ou então, submetendo os animais a transportarem seus recicláveis no disputado trânsito das grandes, com maus tratos e buzinas.

  2. Benedito Silva disse:

    É muito fácil falar no fim do aterro da Caximba, é muito mais fácil dizer que o lixo não pode vir para cá ou ir para lá, mas quero ver oque todos nós faremos quando o aterro da Caximba estiver fechado e não existir um novo local para depositar o nosso lixo… Você sabe para onde enviar o seu lixo??? E Curitiba tem que continuar recebendo o lixo dos outros municípios, os quais em Audiência Pública dizem não querer o aterro por lá??? O lixo deles vai para onde???

  3. RICARDO disse:

    gostaria que todos pudessem gravar o que irei colocar aqui ,”vai chegar o dia em que os RSH serão disputados como nicho de mercado ,e infelizmente se não for dada a devida atenção pelos nossos governantes e iniciativa privada ,este que será uma das maiores fontes de energia renováveis estará nas mãos de consórcios estrangeiros …para variar .Ricardo Curitib -Pr

  4. brosowskipoweergreen disse:

    porque nao implantar ,aonde tem rede de esgoto,otriturador pia domestico,pois assim diminueremos lixo organico dai poderemos separar melhor o lixo reciclavel,melhor para os catadores que teram menos trabalho e mais lucro .so assim para amenizar o plomema dos lixoes!!1

  5. Silas Claudio de Souza disse:

    Concordo com quem diz que já existe tecnologia para processar 100% do lixo.

    E tem mais: Pode gerar energia, gerar CO2 industrial, gerar crédito de carbono internacionais…

    E o mais importante: Zero efluentes…liquidos e gasosos.

    Eu sei…eu conheço, e eu já vi.

    Quem viver verá

Leave a Reply