Em 20 dias o prefeito José Fogaça (PMDB) irá concluir o seu primeiro mandato a frente da Prefeitura de Porto Alegre. Reeleito prefeito da capital gaúcha, Fogaça terá pela frente novos desafios na área de limpeza urbana. Em seu segundo mandato como prefeito, o ex-senador José Fogaça terá que fazer as novas concorrências para os serviços de limpeza urbana da cidade, isto porque os contratos com prazos de 60 meses encerram no último ano de sua administração (2009-2012). Os atuais contratos do lixo de Porto Alegre já completaram o seu primeiro ano de vida. Caberá ao vice-prefeito José Fortunati (PDT) administrar a cidade, quando da eventual desincompatibilização de José Fogaça (PMDB) para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul. O governo municipal de Porto Alegre sempre mencionou como uma conquista a qualidade dos serviços de limpeza urbana e os preços contratados com as empresas privadas que iniciaram as suas operações em novembro de 2007.
Cabe a qualquer contribuinte de Porto Alegre fiscalizar os serviços de limpeza urbana realizados pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Ontem, quarta-feira (10/12) se pode flagrar o péssimo serviço de coleta de lixo realizado em uma rua do bairro Menino Deus, na capital. Após as 19h15 trafegava um caminhão coletor da Qualix Serviços Ambientais Ltda, empresa terceirizada contratada pelo DMLU. O que se pode constatar é a baixa qualidade do serviço realizado naquele local. A pressa dos garis em concluírem o roteiro de coleta no bairro acabou ocasionando um derrame de lixo em via pública. O caminhão coletor deve portar vassoura e pá, para em casos como esse no Menino Deus, possam os garis fazerem uso desses equipamentos obrigatórios e realizarem a limpeza do lixo na via pública. Pelo que se viu não há vassoura e pá no coletor de lixo. E muito menos os garis receberam treinamento para enfrentarem uma situação como essa. Dois dos garis tentavam juntar o lixo com as mãos, o que comprova a falta de treinamento básico desses funcionários da empresa Qualix. O caminhão coletor continuou o percurso no bairro e o lixo ficou lá na via pública. Em uma segunda interrupção na trafegabilidade desse mesmo caminhão no bairro Menino Deus, um dos garis pegou uma enorme caixa de papelão e a destinou no coletor. Questionei comigo mesmo se esse “lixo” é considerado domiciliar para que fosse coletado pela empresa Qualix. Entendo que essa enorme caixa de papelão deveria ser coletada pela empresa privada que presta serviços ao DMLU na área de “coleta seletiva”. Isso mostra uma falha nas operações dos serviços de coleta de lixo e coleta seletiva do DMLU. Se a fiscalização do DMLU estivesse presente no local certamente iria constatar tudo isso acima.