O prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe, promoveu uma reunião de esclarecimento sobre o movimento do município contra a instalação de um aterro sanitário de proporções regionais no Taboão, de interesse da empresa Construtora Queiróz Galvão S/A. Junji lembrou que a argumentação apresentada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes no atual processo que trata do assunto, atualmente arquivado na Secretaria Estadual de Meio Ambiente é tão robusta e consistente que torna o seu prosseguimento praticamente inviável. “Se por acaso a Secretaria Estadual de Meio Ambiente der à empresa Queiroz Galvão a oportunidade de anexar complementações ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), a Prefeitura já está lá com um requerimento, há praticamente 120 dias, garantindo que sejamos ouvidos em qualquer mudança no processo arquivado. Com isso, estamos garantidos contra a possibilidade de sermos omitidos”, frisou o prefeito. Junji prosseguiu lembrando que o exame técnico que a Administração Municipal emitiu sobre o projeto é de tal “contundência e procedência” que trata da inviabilidade de ordem ambiental, econômico-financeira, social, do sistema vário, impacto sobre a vizinhança e também sobre o sistema hídrico: “Basta lembrarmos, por exemplo, que o Ribeirão Taboão desemboca no rio Parateí, que, por sua vez, deságua no Paraíba do Sul. E muitas cidades da Baixada Fluminense se abastecem destas águas”, completou. Ainda de acordo com o prefeito, caso a Construtora Queiróz Galvão mude seus planos e opte um projeto de menores dimensões, terá de iniciar todo o processo da estaca zero, o que representaria grandes vantagens para o município no sentido de barrar a proposta: “Nesse caso, eles seriam obrigados a fazer um novo pedido, e aí nossas armas seriam maiores. A começar pela certidão de diretrizes, que não será emitida. Mas, mesmo que eles a consigam na Justiça, é preciso lembrar que temos duas leis municipais, sancionadas em 2007, que proíbem este tipo de empreendimento. Uma trata de zoneamento e veta projetos deste tipo naquela região e a segunda, mais forte ainda, diz que em Mogi não pode ocorrer a implantação de atividades ligadas a resíduos sólidos, industriais ou hospitalares que não sejam administradas pela Prefeitura”, frisou Junji.