Políticos mexicanos pediram uma investigação da ligação entre os populares concursos de “miss” e os principais cartéis de drogas do País, após a vencedora do Miss Sinaloa, Laura Zúñiga Huizar, ser presa em Guadalajara na semana passada na companhia de um grande narcotraficante e um arsenal de armas. Laura Zúñiga Huizar, 23 anos, Miss Sinaloa, foi detida com seu namorado, Ángel Orlando García Urquiza, um dos principais membros do cartel de Juárez, e seis seguranças, quando seu comboio de carros foi parado em um posto de fiscalização militar. As autoridades daquele País ficaram estupefatas de ver uma “miss” em companhia de traficantes em uma viagem à Bolívia, com fuzis, pistolas, farta munição, 16 celulares e cerca de US$ 50 mil (R$ 125 mil) em dinheiro. Após ser presa, Laura disse às autoridades que iria fazer compras na Bolívia e na Colômbia. O cartel de Juárez controla cerca de 20% do tráfico de drogas no México, faturando US$ 1 bilhão por mês. O temor é que a prisão da miss Laura seja um indício de que nem mesmo os membros mais insuspeitos da sociedade estejam livres da influência do tráfico. Para facilitar o seu “negócio”, acredita-se que os barões das drogas tenham recrutado beldades dos concursos de beleza. De acordo com as autoridades, não é mistério o motivo da ligação: traficantes gostam de aliar seu dinheiro à beleza, e não há mulheres mais valorizadas que as misses no México. Autoridades de Sinaloa, um estado do norte do México, disseram que os organizadores do concurso de “miss” podem ter manipulado a vitória de Laura no concurso. A Miss Sinaloa, Laura Zúñiga Huizar, pode ficar presa por até 40 dias enquanto a polícia decide se a acusa ou não por ligação com o tráfico.