A Assembléia Nacional da Venezuela propôs, formalmente, na última terça-feira, uma emenda à Constituição de 1999 que permita a reeleição ilimitada à presidência, projeto que deverá ser objeto de um referendo. Mesmo com a rejeição da população em relação a reeleição ilimitada, Chávez consegue apoio da Assembléia Nacional. A presidente da Casa, Cilia Flores, disse que a proposta de emenda afetará apenas o artigo 230 da Constituição bolivariana. Com a mudança, o texto informaria que o período presidencial é de seis anos e que o presidente poderia ser reeleito. A Assembléia Nacional, dominada pelo oficialismo, irá fazer duas leituras da proposta e, posteriormente, irá apresentá-la ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para que convoque um referendo no período de 30 dias, disse Flores. Mesmo com a popularidade alta, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, começa a segunda campanha para aprovar a reeleição indefinida com o apoio de apenas um quarto dos eleitores, revelou uma pesquisa do instituto Datanálisis. De acordo com o levantamento, apenas 25,5% dos eleitores apóiam mudar a Constituição para que Chávez possa se reeleger presidente indefinidamente, enquanto 56% se dizem contrários à proposta, o restante não opinou. No mesmo levantamento, o presidente venezuelano aparece com 57% de aprovação. A pesquisa foi realizada no dia 7 de novembro, antes das eleições regionais na qual o chavismo foi derrotado em Estados importantes e quando Chávez ainda não havia relançado oficialmente a campanha pela mudança na Constituição. A conquista de seis Estados, o triplo das eleições anteriores, além da Prefeitura de Caracas, pôs o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sob alerta, dizem especialistas. Mesmo tendo maioria no pleito, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) perdeu nas urnas nos três Estados com maior número de eleitores.