Relatório admite falhas no plano de combate ao desmatamento do governo

Das 32 ações propostas pelo plano de controle ao desmatamento do governo federal, apenas três tiveram implantação eficiente e eficaz no combate à destruição da floresta, de acordo com relatório que avalia os quatro primeiros anos (2004-2007) do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM). O relatório, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), deveria ter sido divulgado no início do ano.  Ambientalistas acusam o governo de ter “engavetado” o relatório, ao mostrar que o plano por ele avaliado não funciona. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o diretor de Políticas para o Controle do Desmatamento, Mauro Pires, defendeu-se, atribuindo o atraso da implementação do plano à mudança observada para a curva da destruição da floresta no final de 2007. Segundo o documento, a maioria das ações implantadas teve eficácia “indefinida” para a queda da devastação.  Atividades sustentáveis tiveram implementação “baixa”. A avaliação considerou de eficácia “nula” as ações de regularização fundiária, com dificuldades como denúncias de corrupção nas superintendências. O documento aponta o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) como órgãos onde a “cultura ambiental” não avança. A pior avaliação ficou com o Ministério de Minas e Energia (MME), que teria uma “cultura ambiental zero” por ver o meio ambiente como entrave ao desenvolvimento do país. Apesar das críticas, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc defendeu o plano de combate ao desmatamento.  Segundo ele, as ações que tiveram implementação eficiente têm um peso maior na dinâmica do desmatamento.

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