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Indignação, revolta, descrença no poder das autoridades da Segurança Pública

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Mais uma vez, preciso falar sobre a minha indignação com a forma como a morte do meu filho Mário (20 anos, 8o. semestre de Direito) está sendo tratada. Indignação, revolta, descrença no poder das autoridades da Segurança Pública passaram a fazer parte dos meus dias. Aliás, que Segurança Pública? Basta abrir os jornais para vermos estampadas fotos de novas vítimas, cujo número cresce, assustadoramente, a cada dia.

Onde está a força de nossas autoridades? O que foi feito dela? O que aconteceu com a nossa polícia, que tanto nos orgulhou? Jovens de bem, como o Mário, são assassinados covardemente e seus assassinos se vangloriam de seus atos. E tudo continua, como se nada tivesse acontecido, ao menso para as autoridades da Segurança Pública.

Percebo uma supervalorização do material sobre o espiritual o que deprecia os valores e coloca por terra qualquer tentativa de fazer o bem. Os cidadãos de bem, pagadores de seus impostos e cumpridores de seus deveres morais, precisam ser muito fortes para não se deixar envolver pelo poder público, que parece cheirar muito mal. Infelizmente, todos os dias tomamos conhecimento de atos que nos envergonham.

Até quando vamos assistir a isso? Quem terá coragem para enfrentar esses bandidos que já se sentem donos da situação e mandam, de fato? Sim, pois são eles que estão mandando. Sabem que se forem presos, logo virão os Direitos Humanos para ajudá-los e a própria justiça colaborará para que voltem à liberdade, com a autorização implícita (e porque não dizer explícita) para que continuem matando. Mas, onde estão os Direitos Humanos e a justiça para os que perdem seu único filho pelo total descaso das autoridades?

Quando, afinal, terei paz com a certeza de que a justiça foi feita? Procuro encontrar formas de sensibilizar essas ditas autoridades públicas e fazer a minha parte no sentido de contribuir para que se mexam, enquanto ainda há tempo, e não esperem que suas próprias famílias sejam destruídas para saber o que é a dor de perder um filho. Procuro sensibilizar, também, a população para que não se escondam como se isso estivesse longe de acontecer com eles, pois a violência está batendo em suas portas e a qualquer momento um integrante pode ser arrancado de seu convívio, pura e simplesmente.

Autoridades:

Vocês que estão no poder, não apenas para receber o seu salário e enganar o povo, mas para trabalhar de fato, em prol de uma sociedade mais limpa, façam alguma coisa para evitar que mais famílias sejam mutiladas. Recobrem a consciência, resgatem os valores morais que estão se perdendo e tomem as rédeas da situação.

O Mário não deixou vazio um espaço em meu peito de pai, apenas, ou da minha família, mas de todos que o conheceram. Sua humildade, seu senso de justiça, seu jeito marcante de ser, garantem a falta que fará à sociedade diante da promessa de ser um grande homem, que zelava pelo bem acima de tudo e acreditava no poder público. Pergunto-me, muitas vezes, como ele se sentiria se, antecipadamente, ele soubesse do descaso com que as autoridades públicas lidariam com a sua morte.

Não há respostas que me satisfaçam. Não há consolo. Busco, apenas, a justiça dos homens.

Sérgio, Pai do Mário
Mais uma vez, preciso falar sobre a minha indignação com a forma como a morte do meu filho Mário (20 anos, 8o. semestre de Direito) está sendo tratada. Indignação, revolta, descrença no poder das autoridades da Segurança Pública passaram a fazer parte dos meus dias. Aliás, que Segurança Pública? Basta abrir os jornais para vermos estampadas fotos de novas vítimas, cujo número cresce, assustadoramente, a cada dia.

Onde está a força de nossas autoridades? O que foi feito dela? O que aconteceu com a nossa polícia, que tanto nos orgulhou? Jovens de bem, como o Mário, são assassinados covardemente e seus assassinos se vangloriam de seus atos. E tudo continua, como se nada tivesse acontecido, ao menso para as autoridades da Segurança Pública.

Percebo uma supervalorização do material sobre o espiritual o que deprecia os valores e coloca por terra qualquer tentativa de fazer o bem. Os cidadãos de bem, pagadores de seus impostos e cumpridores de seus deveres morais, precisam ser muito fortes para não se deixar envolver pelo poder público, que parece cheirar muito mal. Infelizmente, todos os dias tomamos conhecimento de atos que nos envergonham.

Até quando vamos assistir a isso? Quem terá coragem para enfrentar esses bandidos que já se sentem donos da situação e mandam, de fato? Sim, pois são eles que estão mandando. Sabem que se forem presos, logo virão os Direitos Humanos para ajudá-los e a própria justiça colaborará para que voltem à liberdade, com a autorização implícita (e porque não dizer explícita) para que continuem matando. Mas, onde estão os Direitos Humanos e a justiça para os que perdem seu único filho pelo total descaso das autoridades?

Quando, afinal, terei paz com a certeza de que a justiça foi feita? Procuro encontrar formas de sensibilizar essas ditas autoridades públicas e fazer a minha parte no sentido de contribuir para que se mexam, enquanto ainda há tempo, e não esperem que suas próprias famílias sejam destruídas para saber o que é a dor de perder um filho. Procuro sensibilizar, também, a população para que não se escondam como se isso estivesse longe de acontecer com eles, pois a violência está batendo em suas portas e a qualquer momento um integrante pode ser arrancado de seu convívio, pura e simplesmente.

Autoridades:

Vocês que estão no poder, não apenas para receber o seu salário e enganar o povo, mas para trabalhar de fato, em prol de uma sociedade mais limpa, façam alguma coisa para evitar que mais famílias sejam mutiladas. Recobrem a consciência, resgatem os valores morais que estão se perdendo e tomem as rédeas da situação.

O Mário não deixou vazio um espaço em meu peito de pai, apenas, ou da minha família, mas de todos que o conheceram. Sua humildade, seu senso de justiça, seu jeito marcante de ser, garantem a falta que fará à sociedade diante da promessa de ser um grande homem, que zelava pelo bem acima de tudo e acreditava no poder público. Pergunto-me, muitas vezes, como ele se sentiria se, antecipadamente, ele soubesse do descaso com que as autoridades públicas lidariam com a sua morte.

Não há respostas que me satisfaçam. Não há consolo. Busco, apenas, a justiça dos homens.

Sérgio, Pai do Mário

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