Noite de 29 de setembro de 2005, o jovem Mário Sergio Gabardo, 20 anos, estudante da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), diretor da frota de caminhões cegonheiras da TransGabardo, tem a sua vida interrompida. Mário Sergio Gabardo é assassinado na cidade de Canoas, região metropolitana da capital gaúcha. Como aconteceu? Por volta das 21h30min da noite de 29 de setembro de 2205, Mário Sergio termina uma prova na Faculdade de Direito da PUCRS, em Porto Alegre, e logo se dirige para a cidade de Canoas para cumprir um compromisso particular. Pouco antes o futuro advogado Mário Sergio faz compras para um churrasco com seus amigos de infância. Mário Sergio chega então à rua Tomé de Souza em seu automóvel. Ao estacionar o veículo, o jovem Mário Sergio é abordado por um homem portando uma arma de fogo. O bandido desceu de um automóvel KA de cor prata. Mário Sergio está ainda dentro de seu automóvel. O assassino faz um disparo com a arma de fogo e o empresário é baleado no coração. Mário Sergio arranca o seu automóvel em alta velocidade, tenta dobrar à sua esquerda, mas bate em uma árvore. Instantes depois, o diretor da TransGabardo está morto. Três anos transcorreram e os assassinos de Mário Sergio Gabardo continuam impunes. A época Mário Sergio era o único filho do empresário cegonheiro Sergio Mário Gabardo, sócio majoritário da empresa gaúcha Transportes Gabardo (TransGabardo), uma das duas maiores do Brasil. Na TransGabardo o escritório do empresário cegonheiro Sergio Mario ainda hoje está repleto de imagens do filho Mário Sergio, as quais estão distribuídas em cada espaço da sala. Pôster, fotos, cartões, desenhos de colégio, mensagens e carros em miniatura adornam mesas, prateleiras, estantes e paredes. Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e de Santo Antônio estão presentes. Mas, enquanto os assassinos do jovem Mário Sergio usufruem da liberdade, certamente fazendo novas vítimas, o pai Sergio Mário continua amargando a dor e o sofrimento sem sequer saber o que exatamente aconteceu naquela dramática e inesquecível noite de 29 de setembro. O empresário Sergio Mário Gabardo está na busca dos assassinos de seu filho. “O que teria ocorrido? Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?” Perguntas que até hoje Sergio Mário Gabardo ainda não tem as respostas. Todo o ano, sempre no dia 29 de cada mês, Sergio Mário vai a Igreja Santo Antônio, em Porto Alegre, onde reza por seu filho Mário Sergio. O frade capuchinho Achylles Chiappin, formado em Teologia e Filosofia, capelão em entidades de Porto Alegre (em março desse ano completou 50 anos de ordenação sacerdotal), autor do livro que tem por título “Confidências Espirituais de Mario Quintana”, sempre diz a Sergio para confiar na Justiça Divina. Eu confio na Justiça Divina. Tenho a convicção de que os assassinos de Mário Sergio Gabardo serão presos pelas autoridades de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. É só aguardar para conferir.